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Casarão Colonial

Carmo de Minas e o Melhor Café do Mundo

Conhecida por suas fontes de águas minerais, a região da Serra da Mantiqueira onde está localizada a pequena cidade CARMO DE MINAS, possui também uma perfeita combinação entre fatores de clima e solo, com terras de grande fertilidade que garantem a produção de cafés de altíssima qualidade.Algumas características únicas encontradas nos cafés especiais de Carmo de Minas e Micro Região são: Cafés Equilibrados e Balanceados, com sabores complexos que dependendo do lote pode passar por chocolate, frutados,cítricos e caramelos. Cafés encorpados e com doçura elevada. O sabor residual geralmente encontrado é o caramelo que fica por minutos na boca depois do café ser ingerido.

 

Fundamentada na agropecuária, a economia regional, portanto, tem a cultura de café como responsável por mais da metade da geração de empregos e mais de 70% do Produto Interno Bruto da Cidade. A cultura do café na Micro Região da Serra da Mantiqueira iniciou-se entre 1848 e 1850, de acordo com registros de livrocaixa de Joaquim JoséRibeiro de Carvalho, inventário de Alferes Manoel Carneiro Santiago datado de 1856 e com entrevistas elaboradas juntamente com os mais velhos moradores e histórias contadas por seus antepassados.

 

A partir de 1996, iniciou-se um processo gradativo de aprimoramento da tecnologia cafeeira regional, com a busca de novos cultivares e instalação de infra-estrutura para melhoria da qualidade do café, como colheita altamente seletiva usando as características de maturação dos cultivares precoces, médios e tardios, uso de lavadores, separadores e descascamento do café cereja.

O parque cafeeiro encontra-se em fase de expansão com substituição de cultivares e adequação de novas variedades.

 

A Serra da Mantiqueira é conhecida pelo seu especial clima de montanhas, rica em estâncias hidrominerais, cujas águas são famosas pelas suas qualidades terapêuticas. Essas combinações, muito particulares, contribuem para estabelecer uma cafeicultura, ao mesmo tempo tradicional e moderna, que se diferencia pela alta qualidade dos grãos e consistência na produção e fornecimento.

 

Atualmente existem cerca de 95 milhões de pés de café, cultivados em aproximadamente 40 mil hectares, na Micro Região. A cafeicultura mundial vem evoluindo na mesma trilha dos vinhos, ganhando formas de avaliações sensoriais mais avançadas, que procuram identificar os aromas e sabores particulares de cada origem. Dessa forma, ganha grande importância a origem regional para os cafés, possibilitando maior visibilidade e comunicação ao consumidor através das Denominações Geográficas.

 

APROCAM - Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira é a instituição que representa e lidera cafeicultores da Micro Região localizada na Face Minas Gerais da Serra da Mantiqueira, dentro do entorno denominado Circuito das Águas. Ao longo dos anos, os trabalhos desenvolvidos pela APROCAM, tanto no âmbito institucional, como no de capacitação dos produtores e definição de estratégias para o mercado, vêm ganhando reconhecimento internacional,angariando notoriedade para a Micro Região e seus cafés.

 

Café no Brasil e Brasil do café

A chegada das primeiras mudas de café, à então colônia portuguesa, data de 1727, e é uma história permeada de mistério. Segundo alguns relatos, o então Sargento-Mor Francisco de Melo Palheta, foi enviado à Guiana Francesa com a missão de restabelecer fronteiras disputadas com o Suriname. Entretanto, Palheta possuía também outra missão, e essa era secreta: a de conseguir sementes e mudas da já tão cobiçada planta de café.

 

Em Caiena, Palheta se aproximou da esposa do Governador da Guiana, Madame d´Orivelliers, e buscou ganhar sua confiança. Em pouco tempo já havia sido presenteado, pelas mãos da própria Madame d´Orvilliers, com as tão almejadas sementes. O interessante é que na época era estritamente proibida a saída de mudas ou sementes de café da Guiana, uma imposição do governo francês, e ainda hoje se discute se como Palheta as teria conseguido?

 

Talvez o militar português tivesse ganho mas favores de madame, além dos sementes de café. No mesmo ano Palheta estava de volta a colônia com as fronteiras do norte do Brasil (hoje atual estado do Amapá) asseguradas e com as sementes de café em mãos dando início, na região da atual estado do Pará, aos primeiros cultivos de café em território brasileiro.

 

Assim começava uma nova história para a produção de café mundial e também as primeiras páginas das transformações que quase um século mais tarde fariam do Brasil um país independente. No início do século XIX, logo após a sua independência o Brasil, encontrava em séria crise econômica, suas plantações de cana-de-açúcar não geraram tantos ganhos como outrora, e a mineração encontra totalmente decaída.

 

Foi nesse contexto que surgiu o motor do Segundo Império e também o gerador do capital necessário para sanar toda a crise econômica brasileira e ainda impulsionar o início da industrialização nacional, estamos falando do Café. Com a produção de Café o Brasil passava novamente a integrar o mercado internacional. Nosso produto conquistou a praça norte-americana, que ainda no século XIX, tornou-se a maior consumidora do Café brasileiro.

 

O início da produção brasileira ocorreu na região do Rio de Janeiro. A princípio, o cultivo era feito em chácaras e quintas. Porém, rapidamente o Café deixou de ser produzido para "o gosto da casa" e avançou para tornar-se o principal produto de exportação do país.

 

Em 1880, representava 61% das exportações do Império. Sua produção avançou para o Vale do Paraíba Fluminense e Paulista e após a segunda metade do século XIX o Café conquista o Sul de Minas Gerais e o Oeste Paulista. Não podemos pensar em Brasil industrializado, no país da atualidade sem pensarmos e conhecermos o Brasil do Café.

 

O processo de industrialização do país brotou dos cafezais.O início da indústria nacional foi movido a Café. Hoje o Café brasileiro ainda ocupa papel de destaque na economia nacional e mundial. Com sua produção cada vez mais especializada, nos proporciona uma qualidade jamais vista em toda sua história, conquistando para o Brasil não só o título de maior produtor mundial de café, mas também, o título de produtor do Melhor Café do Mundo!

 

No Sul de Minas Gerais, uma cidadezinha encravada no meio da Serra da Mantiqueira, no auge de mais de 100 anos de produção de Café, hoje representa o Brasil mundialmente, pois lá é produzido o Melhor Café do Mundo. Estamos falando de Carmo de Minas, mas essa é outra história...

 

Café no mundo

A planta do Café é originária da Absínia, atual Etiópia na África, porém, os primeiros registros de seu cultivo são da região da Península Arábica. Ao contrário do que muitos pensam o nome "Café", não é derivado de "Kaffa" (local da suposta origem da planta), mas, da palavra árabe "qah'wa" (Kahwah ou Cahue), cujo significado era vinho.

 

Enquanto na língua turco otomana era conhecido como "Kahve", tendo o mesmo significado que no árabe.O Café durante muito tempo foi conhecido como "vinho da Arábia" e teve seu consumo proibido por pelos reinos cristãos, os quais relacionavam a bebida ao islamismo.

 

Somente no início do século XVII o café conquista a Europa, garantindo desde então seu espaço à mesa européia e depois mundial, de onde nunca mais saiu.

 

Descoberta e Lenda

Não há registros e evidências que comprovem a real origem do café, porém inúmeras lendas descrevem seu surgimento, uma das mais aceitas e divulgadas é do pastor Kaldi. Conta-se que a mais de mil anos, um pastor chamado Kaldi notou esplêndida diferença no animo e disposição de seus animais, toda vez que se alimentavam de uma pequena fruta vermelha. Intrigado experimentou o fruto e descobriu o seu poder, ganhando animo demasiado, tal como seus animais. Em tal estado conseguiam percorrer quilômetros pelos caminhos mais difíceis.

 

Certo dia, um monge que caminhava pelas pastagens se deparou com o pastor e seus animais em estado de grande agitação e alegria. Logo descobriu que, o motivo de tanta euforia eram as frutinhas vermelhas que o pastor carregava. Após apanhar algumas voltou ao seu monastério. No mesmo dia, antes de sua oração noturna, decidiu experimentar os frutos, fazendo com eles uma infusão. Após beber o poderoso líquido o monge sentiu em si, a mesma euforia antes percebida em Kaldi e seus animais, e tocado por grande motivação orou como nunca antes.

 

A notícia sobre a infusão do monge se espalhou rapidamente entre todos os monastérios, criando uma grande demanda pelos tais frutos vermelhos. Surgiram assim, os primeiros cultivos de café, nos monastérios islâmicos na região do atual Yemen.